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Novo acidente, antigas irregularidades

Na tarde de ontem(14) ocorreu um acidente que deixou ferido um jovem, Risoaldo, que se desequilíbrou e caiu após dirigir embriagado. O acidente aconteceu próximo à entrada da cidade.

O  que chama a atenção nesse episódio, além da demora de mais de uma hora até que o atendimento chegasse, é que o veículo que chegou ao local para resgatar o rapaz foi justamente a ambulância do SAMU, sem a equipe e, portanto, irregular. Outro fato curioso é que o maqueiro que estava socorrendo a vítima era o secretário de transportes, o senhor Jadiel Felipe, o qual realizou o curso preparatório do SAMU, no entanto, esse curso já está com prazo vencido. Além do secretário, quem estava prestando o socorro foi outro ex-integrante da equipe do SAMU, conhecido como Baixa Dias, também trabalhando com o prazo do curso vencido. 

Segundo funcionários da saúde da Unidade Mista, o período de vigência é de dois anos. O atual secretário de transportes, juntamente com os demais membros da equipe, realizaram o curso preparatório no ano de 2013, considerando o prazo de dois anos, o curso venceu no ano passado. 

As imagens mostram que o secretário ajudou a colocar o colar cervical na vítima, ação que, se for feita sem a devida técnica, pode acarretar em sérias sequelas. As fotos revelam que nesse momento ele estava sem as luvas. Pessoas que presenciaram o momento do resgate disseram que os “socorristas” contaram com a ajuda de terceiros para colocar o jovem na maca. Sabe-se que um resgate mal realizado pode causar paraplegia, e até mesmo tetraplegia numa vítima; por conta da fragilidade da coluna cervical. Afinal de contas o que um secretário de transportes tem a ver com a área da saúde? Pois mesmo que ele tenha realizado a preparação para o SAMU, ainda assim não só o curso está com o prazo vencido, como ele está em outra área, o que faz dele uma pessoa comum e, portanto, inapta para esse tipo de resgate. 

Este ocorrido serve de evidência e apenas demonstra o caos em que a saúde do município se encontra: falta de médicos nos postos de saúde, remédios em falta e, mais uma vez, atendimento irregular.




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